
Este é Alejandro Dominguez, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol. Ele é paraguaio e chefia a entidade há 9 anos. Assim como a maioria dos dirigentes esportivos, aposta no rápido esquecimento de episódios como o vivido por Luighi, 18 anos, jogador da base do Palmeiras, ontem em Assunção.
Luighi foi chamado de macaco e recebeu uma cusparada de um neandertal que se protegia atrás de um alambrado, no estádio de San Lorenzo.
Ao final do jogo, revoltado e chorando, Luighi perguntou se a Conmebol não ia fazer nada. Perguntou também “até quando a gente vai passar por isso?”, diante de um pseudorrepórter.
Estender faixas e emitir notas de repúdio ou solidariedade não tem nenhum valor nem eficácia na punição do crime de racismo. Aliás, soam como cinismo.
O Palmeiras da presidente Leila pediu a exclusão do Cerro Porteño da Líbertadores. Mas isso não vai acontecer. Alejandro Dominguez, branco, vai aplicar uma multa e torcer pelo esquecimento. E vamos precisar cada vez mais de Vinis Jr. e Luighis se posicionando e fazendo os questionamentos que causam insônia (será?) nos dirigentes e nos empresários dos atletas.
Eu adoraria estar enganado. ⚽️
(Texto publicado no Instagram, em 07/03/2025)
