LER, REVIVER

Autor(a):

Acabo de ler o livro sobre o jornalista Tarso de Castro, escrito pelo meu amigo Tom Cardoso.

Voltei aos anos 1960 e 70 especialmente, quando minha infância e adolescência cruzaram os caminhos de quem enfrentava a ditadura militar. Foi um período estranho, no qual tínhamos que vigiar nossas falas e evitar topar com quem usasse farda – verde-oliva ou mesmo da PM, principalmente da ROTA. Por outro lado, vibrávamos com iniciativas maravilhosas de resistência no jornalismo, como o surgimento do Pasquim e outras publicações fora do chamado mainstream (semanários Opinião, Movimento e Extra, entre os mais importantes).

O livro do Tom me levou até as mesas dos bares e dos restaurantes frequentados pelo Tarso. Bebi com ele, morri de rir com as loucuras dele, fiquei surpreso com a “coragem da ignorância” em algumas situações, embora o Tarso soubesse exatamente o que estava fazendo ao meter o pau nesse ou naquele. De quebra, o livro do Tom me fez recostar nos sofás para ouvir as conversas e me deliciar com a beleza de artistas e arteiros do viver, num período de criatividade exuberante.

Agora que estamos experimentando um momento de variadas mediocridades, é muito bom lembrar do que foi parte da nossa vida há pouco mais de meio século. E, também por isso, te agradeço pelo livro, Tom. ⛵️

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *